Madeira
Nos seus mais de 500 anos de história, o arquipélago da Madeira, acumulou um grande manancial de referências culturais e artísticas, ligadas de forma inexorável aos ciclos principais da sua economia, o Açúcar, o Vinho e o Turismo.
A diversidade da riqueza patrimonial, reporta-se assim a um conjunto de vivências e contactos, que a sua condição geográfica determinou.
O Arquipélago da Madeira, e por maioria de razões, a Ilha da Madeira, é marcada por um evidente cosmopolitismo, quer desde cedo pela vinda de muitos estrangeiros ligados aos negócios do açúcar, sobretudo flamengos e da península itálica, quer depois pelos ingleses, dominantes e responsáveis pela internacionalização do Madeira Wine.
O Turismo, primeiro com razões terapêuticas no século XIX, desenvolve-se depois para o lazer, constituindo-se hoje como principal vector da nossa economia.
A amenidade do clima, as suas paisagens e natureza, assim como uma forte identidade cultural, onde o património ganha um renovado fôlego, fazem afirmar os princípios ordenadores da comunidade europeia, onde a união se fortalece na afirmação da riqueza da diversidade das memórias das várias unidades, na constituição de um conjunto.
No projecto MUSEUMAC, apresentamos um leque variado de instituições, que são para além de insubstituíveis reservas de memórias, poderosos agentes de educação e lazer, numa lógica integrada da patrimonologia.
No Museu de Arte Sacra encontram-se as colecções de arte flamenga dos séculos XV e XVI e um excepcional conjunto de arte religiosa portuguesa. No Museu da Quinta das Cruzes e Casa Museu Frederico de Freitas, decisivas colecções relacionáveis com as artes decorativas portuguesas e europeias e a memória das Quintas funchalenses. No Museu de Arte Contemporânea-Fortaleza de São Tiago, uma colecção de arte portuguesa desde os anos 60 do século XX até aos dias de hoje.
Refira-se ainda o Photographia-Museu “Vicentes” com a sua excepcional colecção de imagens da Madeira e dos seus visitantes desde meados do século XIX até bem perto de nós e o Museu Etnográfico da Madeira, com a história da memória do quotidiano, com a marcação dos seus referentes etnológicos e antropológicos.
O projecto MUSEUMAC, pode assim apresentar-se como instrumento de afirmação de uma identidade atlântica, como referente da experiência da Europa, fora de si própria. Constitui-se como um veículo de aproximação dos vários arquipélagos e do conhecimento da sua riqueza cultural.











