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Casa Colombo Museu do Porto Santo

Localização:
Travessa da Sacristia, nº2-4, 9400-176 Cidade Vila Baleira
Ilha do Porto Santo
Tel.: 291983405. Fax.: 291 983840
e-mail: casacolombo@netmadeira.com
site: www.museucolombo-portosanto.com
Horário:
De terça a sábado das 10.00h-12.30m e das 14.00h-17.30m
Domingo das 10.00h-13.00h
Encerrado à segunda-feira e feriados
Horário de Verão:
Meses de Julho, Agosto e Setembro
De terça a sábado das 10.00h-12.30m e das 14.00h-19.00h
Domingo das 10.00h-13.00h
Encerrado à segunda-feira e feriados
Ingresso:
Bilhete normal: 1.50 Euros
Terceira idade e portadores de cartão-jovem: 0,50 Euros
Gratuito todos os dias para professores, estudantes, sócios da APOM, ICOM, outras associações de Museus, jornalistas e profissionais de turismo, devidamente identificados.
Tutela:
Direcção de Serviços de Museus
Direcção Regional dos Assuntos Culturais
Secretaria Regional de Educação e Cultura
Região Autónoma da Madeira
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O Museu
A Casa Colombo-Museu do Porto Santo encontra-se instalada num conjunto articulado de construções, hoje uniformizadas por obras do século XVIII e XIX. Segundo uma tradição oral, longamente difundida, aqui viveu Cristóvão Colombo, aquando da sua passagem pelo Porto Santo, depois do seu casamento com Filipa de Moniz, filha do primeiro Capitão Donatário do Porto Santo, Bartolomeu Perestrelo.
De inícios do século XVI é uma parede norte do edifício principal, sobrevivente das várias campanhas de obras, onde se abrem duas janelas de perfil gótico.
O Museu abriu ao público em 1989, tendo sofrido desde então vários trabalhos de adaptação dos seus conteúdos museológicos. Em 2004, foi completamente reestruturado, com a redefinição dos seus programas.
Hoje no rés-do-chão, articula-se a portaria/loja e uma sala de exposições temporárias, normalmente vocacionadas com temas da expansão marítima portuguesa ou a ela relacionados, assim como intervenções de diálogo, com artistas contemporâneos convidados.
No primeiro andar foram organizadas três áreas temáticas em quatro salas disponíveis. Na primeira o tema da Expansão Portuguesa, onde se apresenta a posição estratégica da Ilha do Porto Santo e do arquipélago da Madeira no contexto da expansão marítima portuguesa, pontuando o discurso expositivo, marcado por painéis temáticos, com obras de arte e de referência. Como exemplo a presença de uma Cruz Processional de bronze dourado, de uma oficina ibérica de finais do século XV, que evoca o princípio da expansão da fé cristã como argumento para as novas conquistas além-mar. Neste espaço, ainda a presença de uma Estante de Missal, Namban, japonesa do período Edo, de inícios do século XVII, que representa a extensão do mundo da expansão portuguesa, iniciada em pleno século XV, com as investidas norte africanas e depois o Porto Santo e a Madeira, avançando em 1543 até ao Japão.
A segunda sala dedica-se ao aumento crescente da potência espanhola na expansão mundial e à sua condição de financiadora da expedição de Cristóvão Colombo em 1492. Na sala apresenta-se uma biografia sumária do navegador e das suas relações familiares ao Porto Santo, assim como referência às suas viagens de descobrimento da América. Apresenta-se uma bandeja de prata mexicana de meados do século XVII, um retrato Italo-Flamengo do navegador e uma sintomática garrafa de barro negro representando um conquistador espanhol posto como divindade, numa sintomática inversão cultural na etnia Chimú, do Peru, de onde provém a peça em exposição.
A terceira e quarta salas são dedicadas à criação do império colonial holandês e à concorrência directa dos impérios coloniais portugueses e espanhóis, através da exposição de parte do espólio do galeão da Companhia das Índias Holandesa, Slot ter Hooge, afundado no norte da ilha do Porto Santo em 1724. Na quarta sala é avançada ao visitante a pergunta: E Se o Sloot ter Hooge, não tivesse afundado, que tipo de mercadorias traria do oriente? A resposta é dada com a presença em vitrine própria de sedas, porcelanas e especiarias.
Serviços:
Educação
Serviços educativos instalados em unidade própria, com trabalho preferencial com as escolas e terceira idade. O Museu possui técnico responsável da área educativa, desenvolvendo actividades relacionadas com os temas preferenciais do Museu.
Biblioteca
Possui pequeno centro de documentação sobre Cristóvão Colombo e Expansão Portuguesa e a História do Arquipélago.
Loja
Na Portaria/Loja do Museu estão disponíveis produtos inspirados nas colecções da Casa Colombo-Museu do Porto Santo, assim como de outros Museus da Madeira, bem como material informativo sobre a história do edifício e das suas colecções.
O Museu possui, num pequeno pátio ajardinado, um auditório ao ar-livre.
A Casa Colombo-Museu do Porto Santo encontra-se instalada num conjunto articulado de construções, hoje uniformizadas por obras do século XVIII e XIX. Segundo uma tradição oral, longamente difundida, aqui viveu Cristóvão Colombo, aquando da sua passagem pelo Porto Santo, depois do seu casamento com Filipa de Moniz, filha do primeiro Capitão Donatário do Porto Santo, Bartolomeu Perestrelo.
De inícios do século XVI é uma parede norte do edifício principal, sobrevivente das várias campanhas de obras, onde se abrem duas janelas de perfil gótico.
O Museu abriu ao público em 1989, tendo sofrido desde então vários trabalhos de adaptação dos seus conteúdos museológicos. Em 2004, foi completamente reestruturado, com a redefinição dos seus programas.
Hoje no rés-do-chão, articula-se a portaria/loja e uma sala de exposições temporárias, normalmente vocacionadas com temas da expansão marítima portuguesa ou a ela relacionados, assim como intervenções de diálogo, com artistas contemporâneos convidados.
No primeiro andar foram organizadas três áreas temáticas em quatro salas disponíveis. Na primeira o tema da Expansão Portuguesa, onde se apresenta a posição estratégica da Ilha do Porto Santo e do arquipélago da Madeira no contexto da expansão marítima portuguesa, pontuando o discurso expositivo, marcado por painéis temáticos, com obras de arte e de referência. Como exemplo a presença de uma Cruz Processional de bronze dourado, de uma oficina ibérica de finais do século XV, que evoca o princípio da expansão da fé cristã como argumento para as novas conquistas além-mar. Neste espaço, ainda a presença de uma Estante de Missal, Namban, japonesa do período Edo, de inícios do século XVII, que representa a extensão do mundo da expansão portuguesa, iniciada em pleno século XV, com as investidas norte africanas e depois o Porto Santo e a Madeira, avançando em 1543 até ao Japão.
A segunda sala dedica-se ao aumento crescente da potência espanhola na expansão mundial e à sua condição de financiadora da expedição de Cristóvão Colombo em 1492. Na sala apresenta-se uma biografia sumária do navegador e das suas relações familiares ao Porto Santo, assim como referência às suas viagens de descobrimento da América. Apresenta-se uma bandeja de prata mexicana de meados do século XVII, um retrato Italo-Flamengo do navegador e uma sintomática garrafa de barro negro representando um conquistador espanhol posto como divindade, numa sintomática inversão cultural na etnia Chimú, do Peru, de onde provém a peça em exposição.
A terceira e quarta salas são dedicadas à criação do império colonial holandês e à concorrência directa dos impérios coloniais portugueses e espanhóis, através da exposição de parte do espólio do galeão da Companhia das Índias Holandesa, Slot ter Hooge, afundado no norte da ilha do Porto Santo em 1724. Na quarta sala é avançada ao visitante a pergunta: E Se o Sloot ter Hooge, não tivesse afundado, que tipo de mercadorias traria do oriente? A resposta é dada com a presença em vitrine própria de sedas, porcelanas e especiarias.
Serviços:
Educação
Serviços educativos instalados em unidade própria, com trabalho preferencial com as escolas e terceira idade. O Museu possui técnico responsável da área educativa, desenvolvendo actividades relacionadas com os temas preferenciais do Museu.
Biblioteca
Possui pequeno centro de documentação sobre Cristóvão Colombo e Expansão Portuguesa e a História do Arquipélago.
Loja
Na Portaria/Loja do Museu estão disponíveis produtos inspirados nas colecções da Casa Colombo-Museu do Porto Santo, assim como de outros Museus da Madeira, bem como material informativo sobre a história do edifício e das suas colecções.
O Museu possui, num pequeno pátio ajardinado, um auditório ao ar-livre.

Elmo
Portugal, século XVI. Ferro e latão.

Cruz Processional
Portugal, século XV. Latão dourado.

Retrato de Colombo
Escola italo-flamenga, século XVII. Óleo sobre tela.

Moedas Holandesas, Espanholas e Mexicanas
Espólio do Slot ter Hooge. Século XVII e XVIII. Prata.

Bandeja
México, início do século XVII. Prata lavrada e relevada.

Garrafa
Chimu, Peru, século XVI. Barro negro.

Estante Missal
Japão, Namban, período Edo, início do século XVII. Madeira lacada a negro e ouro com incrustações de madrepérola e ferragens em cobre dourado.















