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Museu Quinta das Cruzes

Localização:
Calçada do Pico nº1, 9000-206 Funchal.
Tel: 291 740670. Fax: 291 741384
e-mail: mqc@netmadeira.com
site: www.museuquintadascruzes.com
Horário:
De Terça a Domingo das 10.00h-12.30m e das 14.00h-17.30m
Encerrado à Segunda-feira e Feriados
Ingresso:
Bilhete normal: 2.50 Euros
Grupo de 6 pessoas: 2 Euros (por pessoa)
Terceira idade e portadores de cartão-jovem: 1 Euro
Domingo: Gratuito
Gratuito todos os dias para professores, estudantes, sócios da APOM, ICOM, outras associações de Museus, jornalistas e profissionais de turismo, devidamente identificados.
Tutela:
Direcção de Serviços de Museus
Direcção Regional dos Assuntos Culturais
Secretaria Regional de Educação e Cultura
Região Autónoma da Madeira

O Museu
A Quinta das Cruzes é uma das quintas com maior tradição histórica na baía do Funchal, ligada à família dos primeiros capitães donatários, que realizaram obras no final do século XV, início do século XVI. Uma pequena construção, começada por João Gonçalves Zarco (1425-1467 ?), foi aumentada por seu filho João Gonçalves da Câmara. Permaneceu na família Câmara até meados do século XVII, transitando por alianças matrimoniais, para a família Lomelino, até finais do século XIX.
A Quinta das Cruzes, está hoje harmonizada por grandes obras realizadas no século XVIII e XIX. Como muitas das antigas quintas madeirenses, possui, uma Capela, neste caso da evocação de Nossa Senhora da Piedade, concluída provavelmente em 1692. Ainda a casinha de prazer, onde se passavam tardes de lazer e se espreitava o mar e a rua, por onde chegavam as novidades.
Na tradição das quintas de recreio portuguesas, é sobretudo uma unidade de lazer e não agrícola, com grande jardim, onde se acumulavam espécies raras, trazidas dos vários cantos do mundo.
O Museu da Quinta das Cruzes abriu ao público em 1953, reunindo a colecção inicial de artes decorativas de César Filipe Gomes, um coleccionador madeirense. Foi ao longo da sua história enriquecido com outras doações como a de João Wetzler, de prata essencialmente europeia dos séculos XVII a XIX. Como colecção aberta de artes decorativas portuguesas e europeias foi aumentada por várias doações e aquisições até aos dias de hoje.
Do conjunto, destaca-se a colecção de mobiliário e outros objectos de arte europeia, sobretudo inglesa, como consequência da forte presença desta comunidade ligada ao comércio do Vinho Madeira. Do conjunto, refiram-se peças de mobiliário dito Chippendale, ou um notável conjunto de pintura, desenho, aguarela e gravura de meados do século XVIII e sobretudo XIX, sobre a Madeira.
Deve notar-se ainda um conjunto significativo de mobiliário dito de caixa de açúcar, realizado na ilha, sob a influência directa do mobiliário português de meados do século XVII, utilizando para tal muitas das madeiras exóticas importadas sobretudo do Brasil, em que vinha embalado o açúcar para a produção local de uma forte indústria de doçaria e conservas, após a crise da produção açucareira madeirense, desde meados do século XVI.
Nas colecções, referência para a colecção de ourivesaria, com destaque para a salva com pé, portuguesa de finais do século XV, ou o Porta Paz, de início do século XVI. No Museu ainda uma colecção de joalharia portuguesa e europeia sobretudo dos séculos XVIII e XIX, ou um núcleo de glíptica, com entalhes romanos e modernos, assim como camafeus. Na cerâmica, destaque-se um conjunto de porcelana chinesa com exemplares desde o século XVI ao XVIII, ou da faiança portuguesa de meados do século XVII até ao século XIX.
No conjunto, ainda uma colecção de obras de arte indo-portuguesas e mais genericamente luso-orientais, com exemplares de Goa de meados do século XVII e XVIII, ou um contador Namban, japonês, de finais do século XVI.
Na escultura, destaque deve dar-se ao conjunto de figuras de presépio de barro, produzidas em Portugal sobretudo no século XVIII, com relevo para algumas de provável produção local na mesma época. Ainda referência deve fazer-se ao retábulo flamengo, da região de Bruxelas de finais do século XV.
O Museu possui uma colecção arqueológica e epigráfica, de peças provindas de demolições sobretudo do Funchal ao longo do século XIX e XX, de construções do século XVI ao XIX, integradas no jardim da Quinta numa montagem de sabor Romântico.
Pelo jardim, todo ele serpenteado por caminhos de calçada tipicamente madeirense de calhaus rolados, junto dos canteiros das flores ou em muros, somos surpreendidos por fontes e outros jogos de água, como o que conserva ainda frescos de meados do século XVIII.
A Quinta das Cruzes é uma das quintas com maior tradição histórica na baía do Funchal, ligada à família dos primeiros capitães donatários, que realizaram obras no final do século XV, início do século XVI. Uma pequena construção, começada por João Gonçalves Zarco (1425-1467 ?), foi aumentada por seu filho João Gonçalves da Câmara. Permaneceu na família Câmara até meados do século XVII, transitando por alianças matrimoniais, para a família Lomelino, até finais do século XIX.
A Quinta das Cruzes, está hoje harmonizada por grandes obras realizadas no século XVIII e XIX. Como muitas das antigas quintas madeirenses, possui, uma Capela, neste caso da evocação de Nossa Senhora da Piedade, concluída provavelmente em 1692. Ainda a casinha de prazer, onde se passavam tardes de lazer e se espreitava o mar e a rua, por onde chegavam as novidades.
Na tradição das quintas de recreio portuguesas, é sobretudo uma unidade de lazer e não agrícola, com grande jardim, onde se acumulavam espécies raras, trazidas dos vários cantos do mundo.
O Museu da Quinta das Cruzes abriu ao público em 1953, reunindo a colecção inicial de artes decorativas de César Filipe Gomes, um coleccionador madeirense. Foi ao longo da sua história enriquecido com outras doações como a de João Wetzler, de prata essencialmente europeia dos séculos XVII a XIX. Como colecção aberta de artes decorativas portuguesas e europeias foi aumentada por várias doações e aquisições até aos dias de hoje.
Do conjunto, destaca-se a colecção de mobiliário e outros objectos de arte europeia, sobretudo inglesa, como consequência da forte presença desta comunidade ligada ao comércio do Vinho Madeira. Do conjunto, refiram-se peças de mobiliário dito Chippendale, ou um notável conjunto de pintura, desenho, aguarela e gravura de meados do século XVIII e sobretudo XIX, sobre a Madeira.
Deve notar-se ainda um conjunto significativo de mobiliário dito de caixa de açúcar, realizado na ilha, sob a influência directa do mobiliário português de meados do século XVII, utilizando para tal muitas das madeiras exóticas importadas sobretudo do Brasil, em que vinha embalado o açúcar para a produção local de uma forte indústria de doçaria e conservas, após a crise da produção açucareira madeirense, desde meados do século XVI.
Nas colecções, referência para a colecção de ourivesaria, com destaque para a salva com pé, portuguesa de finais do século XV, ou o Porta Paz, de início do século XVI. No Museu ainda uma colecção de joalharia portuguesa e europeia sobretudo dos séculos XVIII e XIX, ou um núcleo de glíptica, com entalhes romanos e modernos, assim como camafeus. Na cerâmica, destaque-se um conjunto de porcelana chinesa com exemplares desde o século XVI ao XVIII, ou da faiança portuguesa de meados do século XVII até ao século XIX.
No conjunto, ainda uma colecção de obras de arte indo-portuguesas e mais genericamente luso-orientais, com exemplares de Goa de meados do século XVII e XVIII, ou um contador Namban, japonês, de finais do século XVI.
Na escultura, destaque deve dar-se ao conjunto de figuras de presépio de barro, produzidas em Portugal sobretudo no século XVIII, com relevo para algumas de provável produção local na mesma época. Ainda referência deve fazer-se ao retábulo flamengo, da região de Bruxelas de finais do século XV.
O Museu possui uma colecção arqueológica e epigráfica, de peças provindas de demolições sobretudo do Funchal ao longo do século XIX e XX, de construções do século XVI ao XIX, integradas no jardim da Quinta numa montagem de sabor Romântico.
Pelo jardim, todo ele serpenteado por caminhos de calçada tipicamente madeirense de calhaus rolados, junto dos canteiros das flores ou em muros, somos surpreendidos por fontes e outros jogos de água, como o que conserva ainda frescos de meados do século XVIII.
Educação
O Museu possui serviços educativos com técnicos próprios de apoio ao trabalho de relacionamento com os vários públicos, crianças, jovens, terceira idade e com necessidades especiais.
Biblioteca
Possui acervo documental e bibliográfico de apoio ao estudo das colecções, história da Madeira e Museologia, sendo disponibilizado a investigadores, professores e alunos, para pesquisa de trabalhos académicos.
O Museu possui serviços educativos com técnicos próprios de apoio ao trabalho de relacionamento com os vários públicos, crianças, jovens, terceira idade e com necessidades especiais.
Biblioteca
Possui acervo documental e bibliográfico de apoio ao estudo das colecções, história da Madeira e Museologia, sendo disponibilizado a investigadores, professores e alunos, para pesquisa de trabalhos académicos.
Loja
Na Portaria/Loja do Museu venda e distribuição de material informativo como boletins, roteiros, postais, cartazes, catálogos sobre o Museu, as suas colecções, ou eventos temporários. Ainda a venda de reproduções de algumas peças das colecções, ou de outros Museus da Região.
Na Portaria/Loja do Museu venda e distribuição de material informativo como boletins, roteiros, postais, cartazes, catálogos sobre o Museu, as suas colecções, ou eventos temporários. Ainda a venda de reproduções de algumas peças das colecções, ou de outros Museus da Região.
Cafetaria
O Museu possui nos seus jardins uma cafetaria esplanada de apoio aos visitantes.
O Museu possui nos seus jardins uma cafetaria esplanada de apoio aos visitantes.

Prato
China, dinastia Ming, reinado Wanli, c. 1600. Grés porcelânico pintado e vidrado.

Porta-paz
Portugal, 1.º quartel do séc. XVI. Prata dourada, granadas, safiras, ametistas e ágata.

Açucareiro
China, dinastia Qing, reinado Jiaqing, c. 1800-1805. Porcelana.

Piquenique
Tomás José da Anunciação, 1865. Pintura a óleo sobre tela.

Gomil
Portugal (Lisboa), 1.º quartel do séc. XVIII. Prata.

Clifss on the North-East Side of Point Lorenzo
Des. Rev. James Bulwer, grav. William Westall, 1827. Gravura aguarelada.











